Mundus Imaginalis

Entender o “mundus imaginalis” é tarefa de uma vida. O teólogo e filósofo francês Henry Corbin dedicou grande parte de sua existência a trazer esse conhecimento ao ocidente.

Corbin, no final dos anos 20 do século passado, teve seu primeiro contato com os estudos de Sohrawardi, filósofo neoplatônico persa que, juntamente com outros pensadores dos séculos X, XI e XII, como o andaluz Ibn al’Arabi, inspiraram-no na complexa tarefa de explicar o que é o “mundus imaginalis”.

O Mundo Imaginal é o mundo intermediário, no qual o corpo se espiritualiza e o espírito se corporifica. Se, por um lado, a alma não possui forma específica, os arquétipos, os sentimentos, os desejos, as histórias e as lembranças mais ocultas personificam-se no imaginal, assumindo a forma de imagens, acessíveis através da criatividade.

Para se aproximar desse mundo é preciso despertar a imaginação criativa no coração sutil do ser humano, abrindo-o às histórias imagéticas que surgem espontaneamente. Também é necessária certa dedicação ao pensamento. Os místicos e visionários do mundus imaginalis, não devemos esquecer, também eram grandes filósofos.

Pelo potencial impacto na vida humana e na relação do homem com a natureza, a visão mística e filosófica do mundus imaginalis expressa-se na psicologia contemporânea, sobretudo através da obra de C.G. Jung e James Hillman. Ao conectar-se com o Mundo Imaginal, (o mundo das imagens psíquicas) as pessoas criam sentido para situações presente e mergulham no verdadeiro autoconhecimento.

É uma viagem interior profunda.

Henry Corbin e Jung nas Conferências de Eranos
Henry Corbin e Jung nas Conferências de Eranos

Vídeo de introdução a James Hillman e sua visão do Imaginal

O resgate da alma do mundo

A experiência do Mundo Imaginal é poética, misteriosa e instigante.

O Encontro Imaginal foi criado para explorar esse saber, e faz parte de nossa tentativa de resgate da Alma do Mundo, a “Alma Mundis” dos neoplatônicos.

A indiferença dos corações, a falta de sensibilidade para com o imaginal, o excesso de regras e a incredulidade diante do mistério, são algumas das causas da apatia humana. Esses fatores impactam nas relações pessoais, no aumento dos distúrbios mentais e em barreiras para a sustentabilidade do planeta. Para mudar o curso desse mundo precisamos reaprender a criar através de nossa imaginação.

Pierre Weil, psicólogo francês, fundador da Unipaz e autor de mais de 40 livros, defende que as guerras nascem na alma do ser humano, doente de uma normose de literalidade e de engessamentos em seus pensamentos e rotinas. Quando a alma é puro inconsciente, acontecem os atos de violência, crueldade, agressões, segregações e ódio. A alma necessita, antes de tudo, de paz e interação.

Para retomar a consciência da alma devemos, antes de tudo, nos reconectar com ela. Na visão imaginal, a Alma reside nesse mundo intermediário, entre corpo e espírito. Por isso, para contatá-la, precisamos acessar o imaginal.

Dada a relevância do tema, autoridades de todo o mundo manifestam a importância de criar mecanismos que sustentem uma cultura de paz. A Unipaz, uma das organizadoras do evento, é uma das principais instituições que promove essa visão em nosso país.

Nosso Encontro Imaginal é uma oportunidade única para aprender a acessar o Mundo Imaginal, resgatar aos poucos a alma do mundo e reconectar com a capacidade de imaginar mundos de paz, amor e liberdade criativa.

SOBRE O EVENTO

Obras consagradas e autores renomados da filosofia, psicologia, literatura e teologia terão, pela primeira vez, suas teorias estudadas por centenas de pessoas reunidas em espaço único. O Encontro Imaginal pode vir a ser um  importante primeiro passo para o resgate da alma do mundo.

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UNIPAZ-DF, DEEP MEMORY PROCESS BRASIL E PICNIK

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